Vereador terá que pagar R$ 20 mil por ter chamada uma vigilante de banco de merda

O vereador Edison Ribeiro (PSL), de Campinas, foi condenado em 2ª instância pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 20 mil, além de 20% de honorários sobre o valor da condenação, a uma funcionária de um banco após xingá-la de “vigilante de merda”. 

 O vereador também disse para a profissional “que a sua hora ia chegar”. À decisão não cabe recurso, arbitrado pelo relator do acordão, Adilson Araujo. Apesar de ganhar a ação, a vigilante foi demitida do emprego por conta do episódio, que ocorreu em janeiro de 2016. A decisão a favor da vigilante foi publicada na última terça-feira (12).

O vereador xingou a profissional após a porta giratória da agência bancária travar, mesmo ele colocando os pertences no local adequado, e não permitir a entrada do parlamentar no local. De acordo com a acusação, o vereador estaria com um sapato com biqueira de aço, o que explica o travamento da porta giratória detectora de metais. Nesse momento, ele teria começado a xingar a vigilante do banco.

A vigilante diz que o vereador ainda alegou que ela travou a porta – o que não ocorreu, pois o travamento é automático. Junto com Edison no episódio, estava seu filho, que teria participado da discussão também. TESTEMUNHA COMISSIONADA Na ação, o réu justificou “cerceamento de defesa” pois a decisão de 1º grau dispensou uma testemunha indicada por Edison Ribeiro, sob fundamento de que era suspeita. A acusação informara, na época, que a testemunha escolhida por Ribeiro era amigo íntimo dele, além de estar em cargo comissionado nomeado pelo próprio vereador. Em 2ª instância, o relator Araujo considerou que a dispensa desta testemunha não configura cerceamento de defesa.

 OUTRO LADO O vereador Edison Ribeiro afirmou, na noite de quarta-feira (13), que desconhecia a decisão e negou ter xingado a funcionária do banco. “Foi meu filho que estava comigo. Mas você sabe como é, né, eu sou vereador… sempre respinga”, disse. Ele afirmou que vai contactar o advogado dele.

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