Segurança Privada no Brasil. (parte 1)

Muitas vezes quando frequentamos estabelecimentos comerciais, domicílios coletivos ou industriais, ao fazermos isto, muitas vezes nos deparamos com aquela figura fardada ou trajando social, que por mais que queira ser invisível se destaca dos demais transeuntes do local. Estamos falando do Vigilante ou do Segurança Patrimonial Privado como descreve a norma.

Para muitos uma figura discreta e transparente e para outros uma fonte de informação, mas na realidade qual a real função do vigilante, suas atribuições e como eles chegaram ali? Segundo algumas pesquisar recentes de sindicatos de categoria e meios de comunicação, em media o efetivo de vigilantes é cinco vezes maior que o efetivo das forças armadas no Brasil e 3/1 ou três para cada um agente de segurança publica; policial civil, militar (incluso bombeiros) e municipais ou seja 1,7 milhões de vigilantes para 602 mil agentes púbicos.

Media superior a dos EUA e México. Ainda crescendo entre 2002 a 2017 82% o numero de profissionais cadastrados junto a PF. Crescimento este que se da em função de visível e necessária proteção ao familiar e patrimonial em face ao crescimento da violência em nosso país, sendo este o principal fomentador do crescimento do segmento da segurança privada no Brasil. Vale ressaltar que a Segurança Privada no Brasil e controlada e monitorada em toda sua cadeia operacional desde a constituição de empresas, centros de formação, qualificação de instrutores e profissionais bem como suas atribuições direitos e deveres, pela Policia Federal do Brasileira.

 A base legal para a profissão é a Lei 7.102 de 20 de Junho de 1983; que Dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores, e dá outras providências. e depois desta vieram outras para dar um rumo correto. Este rumo correto se iniciou la em 1960, mas só veio a tomar forma na década seguinte pois durante o regime militar as forças de segurança estavam voltadas unicamente a manutenção da ordem social e a segurança de estabelecimentos comerciais ficou para um segundo plano e vulnerável a ações hostis. Tal solução veio por meio do Decreto 1.034/69 sendo este o embrião do que conhecemos hoje.

 Mas e o profissional da segurança? Onde entra nesta? O candidato não basta querer ou simplesmente cursar a formação especifica, precisa de inicio atender a pré-requisitos legais e pessoais que o qualificarão ou não para ser um vigilante. Este requisitos vão desde comprovar residência fixa, documentos legais, declarações e certidões negativas; entre elas atestados de antecedentes criminais e judiciais estadual e nacional, quitação eleitoral e militar, histórico escolar de primeiro grau no mínimo alem de outras exigências legais,  alem de exames médicos e psicotécnicos. Vencidas estas etapas…vamos a formação do profissional. Segundo a norma vigente a formação básica se da em um curso de 200 horas aula presencial ou em media 25 dias.

As matérias cursadas são as mais diversas possíveis e especificas a função, normalmente a grade é composta de 12 matérias básicas que vão desde Noções de Crime Organizado,  Prevenção e Combate a Incêndio, Primeiros Socorros, Educação Física Defesa Pessoal ate Armamento e Tiro e Uso Progressivo da Força e Gerenciamento de Crises. Entre outras e se somam a estas, as matérias dos cursos de extensão quando um vigilante já formado pretende se especializar ou aprimorar seu conhecimento. Transporte de Valores, Escolta Armada, Segurança Pessoal Privada ou VSPP, Armas não letais e Grandes Eventos. todos estes se somam a gama de aptidões e qualificações que um bom profissional da área pode e deveria ter.

Ainda em níveis mais avançados o vigilante pode dar um salto profissional e galgar degraus mais elevados com supervisor ou coordenador de segurança e ainda se tornar um Gestor de Segurança Privada, sendo este ultimo em nível superior com formação de tecnólogo em 2 a 3 anos de curso. Enfim esta é a visão geral do profissional da segurança privada no Brasil… A partir desta matéria, darei continuidade ao tema da segurança privada no Brasil e abriremos o legue para o tema e suas ramificações e abrangências, os fatos e informações do setor. Seja no Brasil ou no exterior desde que voltados ou ligados à segurança privada. Sou Alexandre Martins – Instrutor de Formação de Vigilantes e Gestor de Segurança Privada. Fiquem bem e seguros, Nos falamos em breve.

Fontes: Defesa tv

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